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25-12-2017 11:31

Natal, festa da alegria.

 

 
Neste período do ano, as nossas cidades e casas ganham adornos especiais. Arranjos, bolas, árvores natalícias, presépios. A cidade se reveste de um encanto ímpar. Escutamos corais de crianças a idosos entoarem o tradicional Noite Feliz. A família, na véspera do Natal, se encontra para junta ceiar e trocar dons.
Tudo isto nasceu sem dúvida por causa de uma Noite Feliz na qual nasceu uma criança que desceu das alturas para conosco se encontrar. Hoje, não é tão óbvio dizer isto e, temos, assim, necessidade de reafirmá-lo: sim, foi porque um menino nos foi dado. O Pai fez dom de seu Filho, por meio do Espírito, a todos nós.
Fez dom para causar em nós o que um presente provoca: alegria. O Pai nos dá seu Filho para alegrar o nosso coração. Para tornar a nossa vida bela e mais plena. Mas o que dá beleza e plenitude à vida? O amor! A criança que celebramos no dia 25 de dezembro é encarnação do amor. É o próprio amor que toma forma humana na candura e singeleza de uma criança.
O amor e a alegria andam de mãos dadas. Esta nasce daquele. Nossa alegria nasce de nos sabermos amados e queridos pelo Pai. Natal é Deus que vem para nos dizer que somos preciosos aos seus olhos. Ele nos ama apesar do que somos e fazemos. Não obstante, não merecermos nada.
Em todo o período do advento, vivemos uma alegre expectativa da vinda de um menino, que vem para nos salvar. Vem para tornar o nosso fardo mais leve; para nos sentirmos acolhidos por Ele, que no presépio, se encontra de braços abertos e com olhos fixos em nós. Olhar de ternura e compaixão; abraço, que além de acolher, perdoa, restaura, recompõe o viver como na parábola do filho pródigo.
Permitamo-nos ser olhados e abraçados, neste Natal, pelo Menino Deus que anseia presentear-nos com o dom de Si próprio.
Esta festa da alegria de sabermo-nos infinita e incondicionalmente amados indica-nos o caminho de sermos mais plenos: além de receber, dar. Viver a alegria de amar, viver o dinamismo de fazer-se dom. Natal é, deste modo, um convite a compreender a vida. Esta se torna significativa somente no amor, no ser para os outros.
Deus se faz criança para ser o nosso pedagogo no amor. Vamos tomar a mãozinha d’Ele e deixar que nos ensine a amar. O pobre menino de Belém quer fazer-nos ricos no amor. Homens e mulheres grandes no amor, que vivem a alegria do coração que se dilata, e não é centrado somente em si. Olhos, coração, mãos que se abrem aos irmãos. Esta é alegria que o Senhor nos quer ensinar a viver.
Deixemo-nos embalar por esse dinamismo que o Menino de Belém nos aponta. Escutemos esse seu ni ná ná!
 
Pe. Pedro Moraes Brito Júnior